top of page

4 resultados encontrados com uma busca vazia

  • CONTROLE DE QUALIDADE E SEGURANÇA NA AVICULTURA: A IMPORTÂNCIA DA BIOSSEGURIDADE NA CADEIA AVÍCOLA

    De acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária, o controle de qualidade e a segurança na avicultura brasileira estão diretamente associados, sendo definida como um conjunto de medidas preventivas e cuidados sanitários que têm a finalidade de impedir a entrada de microrganismos causadores de doenças (MAPA, 2020). Em um cenário de produção intensiva e elevada demanda por proteína animal, garantir a sanidade e a inocuidade dos produtos avícolas se torna um requisito essencial para a manutenção da competitividade do setor, tanto no mercado interno quanto no comércio internacional (Embrapa, 2018). O Brasil dispõe de um conjunto de normas técnicas voltadas ao registro, à fiscalização e ao controle de ambos os estabelecimentos avícolas: de reprodução (produtores de ovos férteis e aves vivas) e comerciais (produtores de ovos para consumo e carne, responsáveis por estabelecer as diretrizes para a prevenção, o controle e a erradicação de doenças avícolas no território nacional, inseridas no âmbito do Programa Nacional de Sanidade Avícola (PNSA), coordenado pelo MAPA. Nesse contexto, destacam-se regulamentações que visam assegurar o cumprimento da legislação sanitária vigente, contemplando as particularidades de cada unidade federativa. Entre elas, a Instrução Normativa nº 56/2007, que define os procedimentos para o registro, controle e fiscalização dos estabelecimentos avícolas; a Instrução Normativa nº 44/2007, que estabelece os requisitos de biosseguridade aplicáveis a esses estabelecimentos; e o (PNSA). Na prática, as medidas de biosseguridade envolvem um conjunto integrado de ações preventivas voltadas à redução dos riscos sanitários na granja. Entre essas ações destacam-se o controle rigoroso de acesso às unidades de produção, a higienização e desinfecção de veículos e equipamentos, o manejo adequado da cama aviária, a utilização de água potável ou devidamente tratada, a padronização dos fluxos operacionais e a capacitação adequada dos colaboradores. A adoção dessas práticas contribui diretamente para a diminuição da ocorrência de enfermidades de relevância sanitária, como salmoneloses, micoplasmoses, influenza aviária e doença de Newcastle, entre outras, assegurando o controle sanitário e a qualidade da produção (FAO, 2020; GRŽINIĆ et al., 2023). Dessa forma, a biosseguridade deve ser compreendida não apenas como uma exigência legal, mas como um investimento estratégico para a saúde animal, a qualidade dos produtos e a credibilidade da avicultura brasileira nos mercados nacional e internacional. REFERÊNCIAS GRŽINIĆ, Goran; PIOTROWICZ-CIEŚLAK, Agnieszka; KLIMKOWICZ-PAWLAS, Agnieszka; GÓRNY , Rafał L.; ŁAWNICZEK-WAŁCZYK, Anna; PIECHOWICZ, Lidia; OLKOWSKA, Ewa; POTRYKUS, Marta; TANKIEWICZ, Maciej; KRUPKA, Magdalena; SIEBIELEC, Grzegorz; WOLSKA, Lidia. Intensive poultry farming: A review of the impact on the environment and human health. The Science of the Total Environment, [s. l.], v. 858, n. Pt 3, p. 160014, 2023. DOI 10.1016/j.scitotenv.2022.160014. Disponível em: http://dx.doi.org/10.1016/j.scitotenv.2022.160014 . EMBRAPA – EMPRESA BRASILEIRA DE PESQUISA AGROPECUÁRIA. Requisitos básicos de biosseguridade para granjas de postura comercial. Concórdia, SC: Embrapa Suínos e Aves, 2018. (Cartilha). Disponível em: https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1092805/1/CartilhaFinalSABRINA.pdf . Acesso em: 22 jan. 2026. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Manual de boas práticas agropecuárias: avicultura e suinocultura. Brasília, DF: MAPA, 2020. Disponível em: https://www.gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/sustentabilidade/boaspraticas-agropecuarias/manual-bpa-aves-suinos-mapa.pdf . Acesso em: 22 jan. 2026. FOOD AND AGRICULTURE ORGANIZATION. The state of food and agriculture 2020: Overcoming water challenges in agriculture. Roma, Italy: Food & Agriculture Organization of the United Nations (FAO), 2020.

  • IMPORTÂNCIA DA QUALIDADE DA ÁGUA PARA IRRIGAÇÃO

    Na produção agrícola, a qualidade da água é um fator que influencia diretamente na produtividade da lavoura, na fertilidade do solo e no desenvolvimento das plantas. Assim, a avaliação adequada da água permite identificar os parâmetros críticos, prevenir desequilíbrios e promover uma gestão mais eficiente dos recursos hídricos. As águas de irrigação são submetidas a análises físico-químicas e microbiológicas, como por exemplo: pH; Condutividade Elétrica (CE); Sólidos Totais Dissolvidos (TSD) e alguns íons importantes como sódio, Potássio, Cálcio, Magnésio, Cloretos, Sulfatos, Carbonatos e Bicarbonatos (Bhardwaj, et al 2025; Anyango, Bhowmick e Bhattacharya, 2024; Almeida, 2010). Dentre os parâmetros físico-químicos, uma avaliação importante é o pH, pois indica a acidez ou alcalinidade da água. O pH ideal para irrigação depende do tipo de cultura, mas valores fora da faixa adequada podem dificultar a absorção de nutrientes essenciais como também impactar sobre o desenvolvimento do sistema radicular da planta (Bhardwaj, et al 2025; Anyango, Bhowmick e Bhattacharya, 2024; Almeida, 2010). Quando falamos em qualidade da água para irrigação, um dos pontos mais importantes é a salinidade. Ela acontece quando há excesso de sais dissolvidos na água ou acumulados no solo que pode ser responsável pelo o baixo crescimento e queda de produtividade das culturas. A CE mede a capacidade da água de conduzir eletricidade e isso está diretamente ligado à quantidade de sais dissolvidos nela. Por ser um método simples, rápido e confiável, a CE é amplamente usada para avaliar a qualidade da água de irrigação. Outro fator que afeta a salinidade são os TSD que quantificam o material inorgânico dissolvido em água. Altas concentrações de TSD juntamente com a CE determinam o comportamento salino da água (Bhardwaj, et al 2025; Anyango, Bhowmick e Bhattacharya, 2024). Alguns nutrientes como Potássio (K), Cálcio (Ca) e Magnésio (Mg) se encontram naturalmente presentes em águas e são essenciais para o bom desenvolvimento da planta, no entanto, ter conhecimento da quantidade desses nutrientes já presentes na água permite ajustar a adubação, evitando excessos ou deficiências que possam prejudicar as plantas (Anyango, Bhowmick e Bhattacharya, 2024; Almeida, 2010). A presença de microrganismos como E. coli ou coliformes fecais, principalmente em água usada na irrigação de alimentos frescos é um risco direto para a segurança alimentar, pois indica a possibilidade de contaminação por esgoto ou efluentes. Por esse motivo, a realização de análises microbiológicas é indispensável, sobretudo em áreas onde há risco de contaminação ambiental e em cultivos consumidos crus, como hortaliças e frutas. (Alegbeleye e Sant’ana, 2023; CONAMA, 2005). A avaliação integrada dos parâmetros físico-químicos e microbiológicos da água de irrigação é essencial para prevenir problemas como salinização do solo, toxicidade às plantas e riscos à segurança alimentar. Esses dados permitem ao produtor tomar decisões técnicas mais eficientes, garantindo produtividade, sustentabilidade da lavoura e qualidade dos alimentos. ALEGBELEYE, O; SANT’ANA, A, S.. Microbiological quality of irrigation water for cultivation of fruits and vegetables: an overview of available guidelines, water testing strategies and some factors that influence compliance.. Environmental Research, [S.L.], v. 220, p. 114771, mar. 2023. Elsevier BV. http://dx.doi.org/10.1016/j.envres.2022.114771. ALMEIDA, Otávio Álvares de. Qualidade da água de irrigação. Cruz das Almas, BA: Embrapa Mandioca e Fruticultura, 2010. ANYANGO, G, W; BHOWMICK, G, D; BHATTACHARYA, N, S. A critical review of irrigation water quality index and water quality management practices in micro-irrigation for efficient policy making. Desalination And Water Treatment, [S.L.], v. 318, p. 100304, abr. 2024. Elsevier BV. http://dx.doi.org/10.1016/j.dwt.2024.100304. Bhardwaj S, Badiyal A, Dhiman S, Bala J, Walia A. Exploring Halophiles for Reclamation of Saline Soils: Biotechnological Interventions for Sustainable Agriculture. J Basic Microbiol. 2025 Sep;65(9):e70048. doi: 10.1002/jobm.70048. Epub 2025 May 13. PMID: 40357706. BRASIL. Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA). Resolução nº 357, de 17 de março de 2005. Dispõe sobre a classificação dos corpos de água e diretrizes ambientais para o seu enquadramento, bem como estabelece as condições e padrões de lançamento de efluentes, e dá outras providências. Brasília, DF: CONAMA, 2005.

  • IMPORTÂNCIA DA AVALIAÇÃO DE METAIS PESADOS NA ÁGUA

    A água é um recurso essencial para a sobrevivência de todos os seres vivos e para o desenvolvimento da sociedade. Garantir a disponibilidade contínua, segura e acessível de água potável, livre de contaminantes orgânicos e inorgânicos, é amplamente reconhecido como um objetivo global e desafiador (Zhang et al., 2023). Os metais pesados na água representam um problema ambiental, devido à sua persistência, bioacumulação e efeitos tóxicos. Ao contrário dos poluentes orgânicos, esses elementos não se degradam de forma natural, acumulando-se em corpos d’água, sedimentos, organismos aquáticos e plantas, o que pode gerar impactos ecológicos e riscos à saúde pública. A exposição a metais tóxicos, como chumbo (Pb), cromo (Cr), cádmio (Cd), níquel (Ni) e cobre (Cu), está associada a sérios impactos à saúde humana, como alterações neurológicas, insuficiência renal, problemas reprodutivos e maior risco de câncer (Fardullah et al., 2025). O crescimento populacional acelerado e a industrialização têm contribuído significativamente para a degradação da qualidade da água, especialmente em ambientes aquáticos superficiais. Os metais pesados são frequentemente introduzidos nos sistemas hídricos por meio de efluentes industriais, atividades de mineração, uso inadequado de insumos agrícolas e descarte irregular de resíduos. Esses fatores agravam a vulnerabilidade dos recursos hídricos, comprometendo sua potabilidade e aumentando os riscos ambientais e à saúde pública (Zhang et al., 2023). Considerando as implicações desses contaminantes para a saúde pública, a preservação dos ecossistemas aquáticos e a sustentabilidade ambiental, torna-se indispensável a utilização de métodos analíticos para a determinação das concentrações de metais pesados em ambientes aquáticos. Para o monitoramento da presença desses contaminantes, são utilizados métodos padronizados e reconhecidos internacionalmente, como os descritos no Standard Methods for the Examination of Water and Wastewater. Esses protocolos estabelecem procedimentos validados para coleta, preparo e análise das amostras, garantindo precisão, confiabilidade e reprodutibilidade dos resultados. A determinação confiável da presença desses elementos permite a avaliação da conformidade da água com os padrões de potabilidade estabelecidos pela Portaria GM/MS nº 888, de 4 de maio de 2021, contribuindo para a identificação de fontes de poluição e o planejamento de ações corretivas. REFERÊNCIAS BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria GM/MS nº 888, de 4 de maio de 2021. Dispõe sobre os procedimentos de controle e de vigilância da qualidade da água para consumo humano e seu padrão de potabilidade. Diário Oficial da União: Brasília, DF, 7 maio 2021. FARDULLAH, Md; ISLAM, Mohammad Saimon; SARKAR, M A A Shofi Uddin; RAHMAN, Md. Rakibur; AKTHER, Khadigha; HOSSAIN, Md. Tanvir; ROBEL, Fataha Nur. Heavy metal contamination and risk assessments in the surface water of Tanguar Haor, Bangladesh. Geosystems And Geoenvironment, [S.L.]. 2025. http://dx.doi.org/10.1016/j.geogeo.2025.100399. ZAMORA-LEDEZMA, Camilo; NEGRETE-BOLAGAY, Daniela; FIGUEROA, Freddy; ZAMORA-LEDEZMA, Ezequiel; NI, Ming; ALEXIS, Frank; GUERRERO, Victor H.. Heavy metal water pollution: a fresh look about hazards, novel and conventional remediation methods. Environmental Technology & Innovation, [S.L.], v. 22, p. 101504. Elsevier BV. http://dx.doi.org/10.1016/j.eti.2021.101504. ZHANG, Peng; YANG, Mingjie; LAN, Jingjing; HUANG, Yan; ZHANG, Jinxi; HUANG, Shuangshuang; YANG, Yashi; RU, Junjie. Water Quality Degradation Due to Heavy Metal Contamination: health impacts and eco-friendly approaches for heavy metal remediation. Toxics, [S.L.], v. 11, n. 10, p. 828. 2023. http://dx.doi.org/10.3390/toxics11100828.

  • Mercado avícola brasileiro

    Desde a década de 70 o mercado avícola brasileiro vem promovendo avanços significativos para implementação de novas técnicas de produção de frangos de corte, com inserção de melhoramento genético e surgimento de linhagens de aves de maior rendimento, e se destacando como referência mundial (Silva et al., 2008)). Dados Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA, 2021), revelaram que a produção brasileira de carne de frango foi de 13,845 milhões de toneladas em 2020, mantendo o país na posição de maior exportador mundial e de terceiro maior produtor de carne de frango, atrás apenas dos Estados Unidos e China. Do total de frangos produzidos pelo país em 2020, 66% foram destinados ao consumo interno e 33%, para exportação. O consumo per capita em 2020, foi de 45,27 Kg/ano com volume total de exportação de 4,231 milhões de toneladas, para mais de 150 países, e com participação de quase 40% do mercado mundial de carne de frango. O setor avícola industrial hoje responde por quase 2% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional (ABPA, 2021). Segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA, 2018), a previsão é de que até 2028 o Brasil tenha aumento de 29,1% na produção de carne de frango, equivalendo a uma produção de até 17.264 milhões de toneladas. Até 2028, considerando o aumento da produção e da população brasileira, espera-se que consumidor brasileiro aumente em 28,8% o consumo de carne de frango, passando a consumir anualmente cerca de 56,7 kg/ano. Nas exportações, a expectativa é de que ocorra aumento de 33,6% até 2028, chegando a exportar cerca de 5.178 milhões de toneladas de carne. No Brasil a região sul se destaca tanto no abate quanto na exportação representando mais de 64% do abate (35,74% Paraná, 14,88% Santa Catarina e 14,02%, Rio Grande do Sul), e 80% da exportação (40,19% Paraná, 23,39% Santa Catarina e 16,45% Rio Grande do Sul). A região norte do Brasil não possui representação na exportação e tem quase que inexistência no abate, representando menos de 1,5% sendo apenas os estados do Pará (0,77%), Tocantins (0,38%) e Rondônia (0,30%) (ABPA, 2021). Principais Referências: Silva RDCF et al., 2008. Mycoplasma synoviae infection on Newcastle disease vaccination of chickens. Brazilian J Microbiol. 39(2):384–9. Associação Brasileira de Proteína Animal. Relatório anual de 2021. Relatorio_Anual_2021_web.pdf. Ghadimipour et al., 2021. Effects of selected adjuvants on immunogenicity and protectivity of pasteurella multocida bacterin vaccine in chickens. Arch Razi Inst. 76(4):741–9

bottom of page